população

A variante Delta é mais contagiosa, mas as vacinas e demais medidas de prevenção já conhecidas, como uso de máscara e distanciamento físico, são eficazes para evitá-la.

*Colunista convidado: Anderson F. Brito
A variante Delta (B.1.617.2, primeiramente identificada na Índia) ainda levanta muitas questões sobre sua capacidade de transmissão, a gravidade da doença que causa e seu impacto sobre vacinas e no controle da pandemia. Aqui explico um pouco sobre o que sabemos sobre a variante Delta do coronavírus causador da covid-19.
Veja também: Variantes, vacinas e o fim da pandemia
O QUE É UMA VARIANTE?

No fim de 2019 existia um coronavírus Sars-CoV-2 ancestral. Os coronavírus acumulam de 2 a 3 mutações por mês, que só ocorrem quando eles infectam seus hospedeiros. Qualquer vírus com variações genéticas em relação àqueles ancestrais é uma variante genética (saiba mais nesta matéria do Portal). No entanto, algumas poucas variantes apresentam comportamento biológico diferenciado e exigem mais atenção quando a vigilância genômica, para detectá-las. São as variantes de preocupação, hoje nomeadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) utilizando o alfabeto grego: variante Alpha (B.1.1.7, primeiro identificada no Reino Unido); Beta (B.1.351, África do Sul); Gamma (P.1, Brasil) e mais recentemente, Delta (B.1.617.2, detectada originalmente na Índia). Outras variantes de interesse são listadas nesta página da OMS (em espanhol).
A VARIANTE DELTA É MAIS TRANSMISSÍVEL? ELA TEM MUTAÇÕES ESPECÍFICAS?
Sim. Dados epidemiológicos e moleculares apontam que a Delta tem vantagens competitivas, sendo 40%-60% mais transmissível do que a variante Alpha. A Delta já é a variante dominante no Reino Unido e nos EUA. A espícula viral (proteína Spike) da variante Delta possui mudanças de aminoácido específicas, como:
P681R: que favorece a fusão viral com células e reduz ação de anticorpos neutralizantes;
L452R: que pode facilitar a entrada do vírus nas células.
A VARIANTE DELTA CAUSA DOENÇA MAIS GRAVE?
Ainda não está claro, mas ela tem afetado pessoas mais jovens com mais frequência que a variante Alpha, e um estudo escocês apontou que o risco de hospitalização pela Delta é cerca de 2 vezes maior. Mas sobre a gravidade de doenças infecciosas, é importante lembrar que ela não depende só do vírus. A resposta (ou falta de resposta) do nosso organismo frente a uma infecção tem papel importante. Aqui entram a influência das comorbidades, por exemplo. Igualmente, fatores ambientais, como falta de acesso a atendimento médico, maior exposição ao vírus no dia a dia, entre outros aspectos também influenciam a mortalidade.
A VARIANTE DELTA AFETA O FUNCIONAMENTO DE VACINAS
TÉ QUANDO VEREMOS NOVAS VARIANTES?
Enquanto o vírus seguir nos infectando, mais mutações ocorrerão, e mais variantes surgirão. À medida que aceleramos a vacinação, temos que continuar monitorando o surgimento e circulação de variantes em nosso país. (Veja mais sobre o assunto neste vídeo.)
COM A CHEGADA DA DELTA AO BRASIL, O QUE PODEMOS ESPERAR?
É difícil prever se a Delta irá superar a variante Gamma (P.1), como fez com a Alpha em outros países. Mas isso também dependerá de nós: vacinação e medidas protetivas controlam qualquer variante.
COMO ME PROTEJO DAS VARIANTES DO CORONAVÍRUS?
💉 Quando puder, vacine-se;

😷 Use máscara, em especial as PFF2;

👥 Evite pessoas: o vírus está onde as pessoas estão;

🏛 Evite locais fechados, lotados e mal ventilados.

Por fim, neste vídeo falo mais sobre os pontos expostos acima, e dou mais detalhes relativos à variante Delta.

FONTE:https://drauziovarella.uol.com.br/coronavirus/o-que-sabemos-sobre-a-variante-delta-coluna/

Deixe um comentário:

*

Seu endereço de email não será publicado

Copyright . Clinicordis . Todos os Direitos Reservados.