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Estudo realizada pela Universidade de Harvard com mais de cem mil pessoas diminui em 10% as chances de doenças no coração.

Trocar o arroz e a farinha branca pelas versões integrais pode mais do que melhorar o funcionamento do organismo, mas proteger o corpo contra doenças do coração, como infarto e derrames. Apesar da expectativa de vida no Brasil ter aumentado nos últimos anos – em 2012 era de 73,62 anos e, em 2014, subiu para 74,9 –, os problemas cardíacos ainda causam muitas mortes no país – 35% das pessoas com mais de 60 anos são acometidas por problemas no coração. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos cerca de 17 milhões de pessoas são vítimas das doenças cardiovasculares. Sedentarismo e hipertensão são os principais fatores que aumentam as chances de levar tensão ao sistema cardiovascular.

Durante duas décadas e meia, os hábitos de cem mil pessoas foram avaliados pelos pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Um dos resultados, apontados por um dos líderes do estudo, Qi Su, mostra que aquelas pessoas que consumiram pelo menos 28 gramas de grãos integrais por dia tiveram 5% menos chances de morrer e 10% menos chances de ter problemas no sistema cardiovascular em relação àqueles que não ingeriram qualquer produto integral.

O segredo dos integrais são as fibras. Como os alimentos integrais não passam pelo processo de refinamento, eles mantêm a maior parte das propriedades nutricionais e têm muito mais fibras do que os que passaram pelo processo. Entre as funções das fibras está promover o bom funcionamento do intestino, maior sensação de saciedade e redução dos níveis de colesterol e glicose no sangue.

Segundo o órgão norte americano Food and Drug Administration, ingerir 25 gramas de fibras por dia é o suficiente para garantir os benefícios que os integrais fornecem. Para ter uma ideia dessa quantidade, uma xícara de farinha de aveia, por exemplo, tem cerca de 28 gramas de fibras; já uma xícara de arroz integral tem 3,4 gramas de fibras.

O estudo americano também constatou que quem come as cascas dos grãos garantem mais proteção à saúde. É que a casca é rica em antioxidantes (que têm ação anticancerígena) e vitaminas B (que protegem a memória, principalmente dos idosos).

Os pesquisadores também levaram em conta, entre os participantes que foram avaliados, hábitos como tabagismo, prática de exercícios e o peso.

– Àqueles que comeram mais alimentos integrais eram mais ativos e comiam mais alimentos saudáveis. A maior parte deles também não fuma, bebe pouco em relação às pessoas que preferiram os alimentos refinados – explicou Su.

Fonte: ZH Melhor Idade
(http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/melhor-idade/noticia/2015/02/mais-fibras-menos-problemas-cardiacos-4705631.html)

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