Amamentando

Veja as recomendações de órgãos de saúde para garantir uma gravidez e uma amamentação seguras em tempos de covid-19.

As mulheres costumam vivenciar a gravidez e a maternidade de formas diversas, tanto do ponto de vista físico quanto emocional. Embora seja comum a imagem da mãe alegre e satisfeita com a gestação e os primeiros meses do bebê, sabemos que muitas experimentam momentos de medo, insegurança, culpa e cansaço.
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Tudo isso é normal, pois essas fases trazem mudanças físicas e expectativas que variam de mulher para mulher, às vezes até de gravidez para gravidez. No entanto, diante da pandemia de covid-19, as grávidas e puérperas (mulheres que tiveram filho nos últimos 45 dias) passaram a enfrentar um problema adicional: o temor de contrair ou passar para o filho pequeno uma doença potencialmente grave, da qual ainda sabemos pouco. Como o novo coronavírus afeta a gestação? E o parto, há risco de contrair o vírus durante o procedimento em hospital? Quem pegou covid-19 pode amamentar? Os bebês são grupo de risco? Posso infectar meu filho recém-nascido mesmo que eu não tenha sintomas da doença?
Para conseguir manter a tranquilidade e a segurança, vejamos o que a ciência já sabe sobre gravidez, puerpério, amamentação e os riscos para a mãe e o bebê durante a pandemia de covid-19

GRAVIDEZ
Quando a pandemia de covid-19 começou a atingir a Ásia e a Europa, no início de 2020, as grávidas não estavam incluídas nos grupos de risco da doença, pois nenhum país apresentou taxa de mortalidade mais alta entre essas mulheres. Após alguns meses, no entanto, algumas entidades de saúde passaram a considerar as gestantes como grupo de risco, por precaução.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos afirma que, até este momento (1/10/20), as grávidas com covid-19 têm risco aumentando de parto prematuro, de serem internadas em UTIs e de receberem ventilação mecânica, quando comparadas com não grávidas. Isso porque as alterações fisiológicas pelas quais as mulheres passam nessa fase podem alterar sua imunidade, o que as torna mais vulneráveis a infecções respiratórias, como a covid-19. No entanto, o risco de morte é similar entre grávidas e não grávidas.
Isso significa que gestantes podem desenvolver quadros mais graves da doença, mas não correm risco aumentado de morrer em relação às demais mulheres.
Assim, no Brasil, em abril de 2020 o Ministério da Saúde passou a considerar as grávidas e as puérperas grupo de risco, embora também o órgão ressalte que ainda são necessários mais estudos sobre o impacto da doença entre esse grupo.
Grávidas com doenças pré-existentes ou desenvolvidas durante a gravidez, como diabetes e hipertensão, têm risco ainda mais aumentado de desenvolver quadro grave de covid-19.
Não há, até o momento, comprovação de que a mãe infectada pelo novo coronavírus possa transmiti-lo ao feto durante a gestação.
Mulheres grávidas e pessoas que moram com elas devem, de acordo com o CDC, limitar as interações sociais com outras pessoas o máximo possível e, caso precisem sair ou interagir com outras pessoas, seguir as seguintes recomendações:
-Usar máscara. Lembre que a máscara não substitui outras medidas de higiene necessárias, como lavar as mãos e evitar contato próximo com outras pessoas;
-Evitar o contato com pessoas que não estejam usando máscaras ou pedir para que elas coloquem a máscara quando estiverem próximas de você;
-Manter ao menos 2 metros de distância das pessoas que não moram com você;
-Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos. Se não tiver água e sabão disponíveis, utilizar álcool gel com no mínimo 60% de álcool;
-Evite situações em que não seja possível seguir as medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento físico.
-Não deixe de comparecer às consultas de pré-natal. Se tiver receio de se contaminar, converse com o médico e peça orientação.
Tome as vacinas e eventuais suplementos recomendados. A vacina contra a gripe é muito importante, visto que a gripe pode causar sintomas semelhantes aos da covid-19 e não se sabe como as duas viroses, causadas por vírus diferentes, podem interagir.
Se tiver qualquer emergência, não deixa de procurar ajuda médica por medo de contrair o vírus. Serviços de saúde estão tomando as devidas precauções para evitar o contágio em suas dependências e algumas emergências podem ser especialmente graves durante a gravidez.
Caso apresente sintomas de síndrome gripal ou covid-19 ou ainda note qualquer alteração na sua saúde, procure seu médico ou o serviço de saúde.

Fonte:https://drauziovarella.uol.com.br/coronavirus/gravidez-e-amamentacao-em-tempos-de-covid-19

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