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Mariana Varella 2 de março de 2019
Revisado em 7 de março de 2019

Meningite meningocócica é causada por bactéria e pode provocar sintomas graves, incluindo morte.

A meningite meningogócia é transmitida por um grupo de bactérias chamadas meningococos, e provoca inflamação na meninge, membrana que envolve o cérebro e a medula espinhal. Há 12 tipos de meningococos; no Brasil, o mais comum é o tipo C (80% dos casos), seguido do tipo B. Os tipos A, W e Y são menos frequentes.

Por isso, a vacina quadrivalente (que cobre os tipos A, C, W e Y) e a contra o tipo B não são oferecidas pelo SUS, apenas por clínicas particulares. O Programa Nacional de Vacinação, que oferece imunização gratuita, prioriza proteger contra as bactérias mais presentes no país, motivo pelo qual estão disponíveis nos postos de saúde as vacinas contra meningite C e contra meningite causada por outras bactérias, como as vacinas pneumocócica 10-valente conjugada e a haemophilus influenza B.

A meningite meningocócica pode levar à morte entre 24 e 48 horas a partir do aparecimento dos primeiros sintomas, que são: fraqueza, febre, dor de cabeça, vômitos e, na sequência, rigidez na nuca. Como são, na maioria, sintomas inespecíficos, podem facilmente ser confundidos com os de outras doenças mais simples, como viroses, por isso, caso a pessoa apresente os sintomas, é preciso procurar um pronto-socorro com rapidez. O risco de morte é de 10% a 20%, e em caso de sobrevivência, a doença pode deixar sequelas graves, como surdez e debilidade motora. “Algumas crianças apresentam quadros fulminantes, outras têm sequelas e há aquelas que se curam sem ficar com nenhuma sequela. Vacinar as crianças, inclusive com os devidos reforços da vacina, é essencial, embora exista uma taxa pequena de falha vacinal”, explica a pediatra dra. Denise Katz.

“A meningite meningocócica pode levar à morte entre 24 e 48 horas a partir do aparecimento dos primeiros sintomas, que são: fraqueza, febre, dor de cabeça, vômitos e, na sequência, rigidez na nuca.”

Os casos de meningite estão diminuindo em todo o país. Entre 2010 e 2016, houve queda de 63% no número de pessoas com a doença, que atinge principalmente as crianças pequenas, segundo o Ministério da Saúde. Portanto, não há nenhum indício de surto que justifique uma corrida aos postos de saúde e clínicas privadas de vacinação. A orientação de especialistas é manter atualizada a caderneta de vacinação.

É importante lembrar, também, que a meningite pode ser causada por fungos, vírus e outras bactérias que não meningococos.

Sobre o autor: Mariana Varella
Editora do Portal Drauzio Varella. Formada em Ciências Sociais pela USP, atua na área de jornalismo de saúde, com foco em saúde da mulher.

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/infectologia/esclarecimentos-sobre-meningite-meningococica/

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