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Covid-19 é o nome da infecção respiratória causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-19).

Covid-19 é uma doença respiratória aguda causada por um subtipo de coronavírus denominado Sars-CoV-2. A doença e o novo vírus só se tornaram conhecidos quando foi identificado o primeiro foco da enfermidade ocorrido em dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan, Província de Hubei. Os primeiros doentes apresentaram um quadro de pneumonia grave de causa desconhecida. Em comum, tinham o fato de terem trabalhado nas proximidades de um mercado que comercializava pescados, frutos do mar e animais silvestres vivos, ingredientes muito valorizados pela gastronomia chinesa.

Menos de três meses depois, o acompanhamento dos primeiros doentes mostrou que o Sars-CoV-2 tinha se espalhado por outras cidades da China e o número de mortes tinha crescido bastante.

Importante lembrar que, desde a década de 1960, os coronavírus são conhecidos. Já não é mais novidade que eles fazem parte de uma grande família de vírus, que podem causar infecções respiratórias em seres humanos e animais. Os sintomas são parecidos com os da gripe e resfriados e, como acontece com outras viroses, podem regredir espontaneamente.

Estudos posteriores mostraram que a ocorrência de certas variantes dos coronavírus resultaram em infecções respiratórias graves, responsáveis por número elevado de mortes em humanos. São exemplos recentes:

O Sars-CoV (em 2002/2003) transmitido por morcegos, foi responsável pela síndrome respiratória aguda grave;
O Mers-CoV (em 2012) que assumiu caráter epidêmico, estava associado à síndrome respiratória do Oriente Médio. A mutação foi identificada na Arábia Saudita e espalhou-se por vários países dessa região, da Europa e da África rapidamente. Camelos e dromedários provavelmente foram os vetores intermediários da doença.
Quanto ao Sars-CoV-2, logo o vírus mostrou ser de disseminação rápida e facilmente transmissível. Do epicentro da epidemia em Wuhan, cidade de 11 milhões de habitantes em poucos meses chegou ao Irã, passou pelo Oriente Médio, entrou na Europa. Dali, para as Américas o tempo foi curto.

Parece ironia dizer que esse novo vírus é classificado como de baixa letalidade, quando a referência é o número de mortes ocorridas na vigência da epidemia 2019/2020.

O primeiro diagnóstico do Covid-19, no Brasil, ocorreu em fevereiro de 2020, em São Paulo, num homem recém-chegado da Itália. O diagnóstico foi realizado no Hospital Albert Einstein e a contraprova confirmada pelo Ministério da Saúde. Em tempo recorde – 48 horas – pesquisadores brasileiros conseguiram sequenciar o genoma desse novo coronavírus, conquista importante para obter informações sobre sua origem e o desenvolvimento de vacinas.

A doença é de comunicação compulsória às autoridade de saúde.

Em 11/03/2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou uma pandemia causada pela Covid-19.

CAUSA DA COVID-19

A Covid-19 é causada por um coronavírus respiratório, o Sars-CoV-2. De origem animal (provavelmente morcegos), ele infecta seres humanos. Muitas de suas características clínicas e epidemiológicas têm sido descritas durante a pandemia de 2019/2020, à medida que a doença é diagnosticada e os pacientes são encaminhados para tratamento.

TEMPO DE INCUBAÇÃO

O tempo de incubação, isto é, do momento em que ocorreu o contágio até o aparecimento dos primeiros sintomas, varia entre um e 14 dias. Segundo dados fornecidos pela OMS, o tempo médio é de cinco dias.

TRANSMISSÃO DA COVID-19

Como estamos diante de uma doença nova, causada por um coronavírus até então desconhecido e contra o qual não existe vacina, não é precipitado supor que ninguém possui o sistema imune suficientemente preparado para debelar a infecção. Os estudos têm mostrado que a transmissão pode ocorrer também nos quadros assintomáticos ou mesmo antes do aparecimento dos sintomas.

Descobrir por que as crianças reagem de forma diferente dos adultos à infecção (não ficam doentes ou, quando ficam, manifestam sintomas leves ou são assintomáticas) pode ser um dado importante para entender melhor a Covid-19 e buscar novas formas de prevenção e tratamento.

O que está estabelecido, pelo menos por enquanto, é que a transmissão do novo coronavírus de uma pessoa para outra se dá pelas vias respiratórias e por contato, principalmente nos seguintes casos:

Por meio de gotículas produzidas nas vias respiratórias e eliminadas pelo nariz ou pela boca das pessoas infectadas, quando falam, tossem ou espirram;
Pelo toque em superfícies e/ou objetos contaminados pelas gotículas respiratórias da pessoa doente. Nesse caso, a lista é enorme: maçanetas, controles remotos, botões de elevador, tomadas, corrimãos de escadas, tampos de mesa, pratos, talheres, toalhas, lençóis, cobertores etc. Sempre vale lembrar que ainda não se sabe exatamente quanto tempo o novo coronavírus ligado à Covid-19 pode sobreviver em diferentes superfícies (plástico, papelão, metal, aço inoxidável) fora do corpo humano. Estudos recentes realizados nos Estados Unidos indicam que eles conseguem manter-se ativos por três horas sob a forma de aerossóis ou três dias, dependendo do tipo da superfície;
Pelo contato físico próximo entre as pessoas, por meio dos apertos de mão, abraços ou pela saliva, por exemplo.

GRUPOS DE RISCO

São considerados grupos de maior risco para a Covid-19:

Idosos com mais de 60 anos, especialmente os que apresentam comorbidades associadas;
Portadores de doenças crônicas não controladas, incluindo cardiopatias, diabetes, problemas cardiovasculares, respiratórios, pulmonares, asma, e os fumantes;
Pessoas com sistema imune debilitado, em tratamento de câncer ou de outras doenças graves, transplantados etc.;
Profissionais da saúde e da segurança com problemas respiratórios.

SINTOMAS DA COVID-19

Covid-19 é uma infecção viral que pode manifestar-se de diferentes maneiras. Em 80% dos casos, a doença chega a ser assintomática ou, então, apresenta sintomas leves que podem ser confundidos com os da gripe e resfriados comuns, e duram, em média, de 7 a 10 dias.

De maneira geral, são sintomas iniciais da Covid-19:

Febre acima de 38ºC que se manifesta de repente;
Tosse (seca ou com produção de catarro);
Fadiga;
Dores musculares, de cabeça e na garganta;
Calafrios.
Há ainda sintomas menos frequentes mas que podem estar presentes em um número reduzido de casos:

Diarreia;
Vômitos;
Perda de olfato (anosmia) e de apetite.
Os sintomas que devem ser levados em consideração para diagnóstico e assistência médico-hospitalar com rapidez são:

Dificuldade para respirar;
Falta de ar;
Aperto no peito.

Com a evolução da doença, podem surgir complicações que põem a vida em risco. Entre elas: pneumonia, que afeta um ou os dois pulmões, insuficiências respiratórias, renais e cardiopatias.

DIAGNÓSTICO

Como estamos diante de uma doença, que muito depressa tomou conta do mundo todo, muitos pontos, ainda, necessitam de esclarecimento.

Até o começo de abril de 2020, pode-se dizer que as características clínicas e epidemiológicas da Covid-19 foram descritas, à medida que o número de casos suspeitos ou confirmados avançava.

Embora a conduta ideal preconize que testes para diagnóstico sejam aplicados em larga escala, com o propósito de introduzir medidas que ajudem a controlar a disseminação do vírus, a realidade é que não há testes em número suficiente para implementá-la praticamente em todos oa países do mundo.

Portanto, no momento, segundo determinação do Ministério da Saúde, os testes estão reservados para os profissionais da saúde que atuam na linha de frente do atendimento aos pacientes, ou para os doentes graves que exigem internação hospitalar, ou quando há suspeita da infecção por coronavírus, a fim de orientar a conduta a ser adotada no tratamento do doente e pelas pessoas próximas, o que ajuda a reduzir a circulação do vírus.

Os testes para diagnóstico aprovados pela OMS e para venda pela Anvisa podem ser de dois tipos diferentes:

1) os que usam amostras de sangue que permitem identificar a anticorpos indicativos de contato anterior com esse vírus em algum momento da vida;

2) os que usam amostras das vias respiratórias e da garganta e detectam a presença direta do vírus.

O material necessário para análise é encaminhado para estudo em laboratórios credenciados pelos serviços de saúde. Segundo o tipo de teste aplicado, o tempo para obtenção dos resultados, varia. Nos testes rápidos, pode alcançar 15 minutos e o laudo é enviado pela internet.

O exame RT-PCR (reação em cadeia de polimerase via treascriptase transversa) em tempo real baseia-se em conhecimentos da biologia molecular para estudar o material genético que compõe o SARS-CoV-2. Além disso, esse exame representa um recurso mais seguro para esclarecer casos supeitos de Covid-19 sem sintomas ou para confirmar o resultado de exames anteriores.

Observação importante:
Por falta do material necessário, não está autorizada a realização dos testes de diagnóstico para as pessoas assintomáticas.

TRATAMENTO

O tratamento para o Covid-19 é sintomático e de suporte, uma vez que ainda não existem medicamentos específicos nem vacina contra a doença.

Na vigência da pandemia de 2020, diante da possibilidade de testar todos os casos suspeitos da doença, para os quadros virais leves e moderados, a orientação é manter a pessoa em repouso em casa, bem hidratada e recebendo dieta leve e equilibrada. Nessa fase da doença, ir a uma unidade de pronto atendimento, só vai aumentar o risco de contrair a infecção pelo Sars-CoV-2 ou por outros vírus e bactérias.

Como ocorre na maioria dos processos de infecção viral, o objetivo dessa conduta é dar ao organismo tempo para fortalecer o sistema imune, já que ainda não pode contar com ajuda farmacológica comprovadamentecapaz de diminuir a viremia e eliminar novas formas de contágio.

Antitérmicos para baixar a febre, analgésicos para controle da dor, soro fisiológico para descongestionar o nariz podem ser utilizados para alívio dos sintomas, se necessários.

História de viagem para a área de transmissão de vírus antes do início dos sintomas ou contato com portadores do vírus, mesmo que com poucos sintomas, deve integrar o grupo dos suspeitos (e todos os que com ela convivem também) capazes de disseminar o vírus. Por isso, nesses casos, a orientação é que as pessoas envolvidas permaneçam em casa, distantes do contato social, inicialmente por 14 dias, tempo considerado suficiente para impedir que uma pessoa infectada transmita o novo coronavírus para pessoas saudáveis.

O isolamento social é recomendado para os casos de transmissão comunitária, quando não é mais possível determinar a origem da infecção pelo Sars-CoV- 2. Quando isso acontece, as pessoas são estimuladas a ficar em casa – “Fique em casa” é o apelo – sem contato com outras que não sejam as que compartilham habitualmente o mesmo espaço.

Outra recomendação é o distanciamento social entre uma pessoa e outra, que deve ser de 2m, de tal forma que a circulação do vírus seja interrompida pela falta de contato físico, uma vez que ele não é transmitido pelo ar, mas pelas gotinhas expelidas pela boca e do nariz.

Por sua vez, devem ser encaminhados para atendimento médico-hospitalar nas UTIs os pacientes graves com insuficiência respiratória que necessitam de oxigênio suplementar, respiradores, e para os portadores de pneumonia e miocardite (inflamação no músculo cardíaco), sintoma que tem mostrado certa prevalência na atual pandemia.

PREVENÇÃO DA COVID-19

Segundo recomendação da OMS, do Centro de Controle e Prevenção dos Estados Unidos (CDC) e do Ministério da Saúde do Brasil, incorporar algumas medidas básicas de higiene na rotina de vida, é um pré-requisito fundamental para a prevenção da Covid-19. Veja alguns exemplos:

lavar frequentemente as mãos, os punhos e os antebraços com água e sabão, qualquer sabão, durante 20 segundos (ou seja, o tempo necessário para cantar duas vezes “Parabéns a você”), é a medida de maior importância para impedir a transmissão do novo coronavírus (veja vídeo aqui). Isso deve ser feito, especialmente depois de usar o banheiro, antes das refeições, sempre que a pessoa entrar em casa ou utilizar transporte público. Na impossibilidade de recorrer a essa medida eficaz de prevenção, a recomendação é aplicar álcool gel a 70% nas mãos e punhos, seguindo as normas prescritas para a lavagem com água e sabão;
Cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ou com o braço dobrado, quando for espirrar ou tossir;
Não colocar as mãos não lavadas no rosto, muito menos nos olhos, porque eles também servem de porta de entrada para o vírus;
Evitar aglomerações, seja em sala de aula, teatros, cinemas, estádios de futebol, eventos, mesmo os realizados a céu aberto;
Não compartilhar objetos de uso pessoal, talheres, copos e pratos, ou toalhas;
Manter os ambientes bem limpos e ventilados;
Evitar contato próximo com pessoas doentes, ou sobre as quais recaia a suspeita de serem portadoras do Sars-Cov-2;
Permanecer em casa, enquanto durarem os sinais de doença respiratória aguda (tosse, febre, dor de garganta, congestão nasal);
Limpar e desinfetar objetos e superfícies que possam estar contaminados por aerossóis, liberados pela pessoa infectada pelo novo vírus.

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Máscaras de proteção
De acordo com determinação da OMS, o uso de máscaras de proteção, que cobrem a região do nariz e da boca, deve atender primeiro às necessidades dos profissionais de saúde – médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, por exemplo, haja vista o risco a que estão expostos no atendimento dos doentes.

O uso da máscara também é aconselhado para:
Pessoas saudáveis que cuidam de portadores da infecção pelo novo vírus;
Portadores do vírus, a fim de diminuir a possibilidade de transmissão para as pessoas com quem convivem;
Cuidadores de idosos.

Máscaras de fabricação caseira são úteis na medida que pessoas assintomáticas, mas infectadas, transmitam a doença
O uso das máscaras deve ser acompanhado das medidas básicas de higiene. O objetivo é evitar o acúmulo de vírus. O certo, porém, é que elas têm prazo de validade. Depois de algumas horas, precisam ser trocadas e descartadas no lixo. Quanto às máscaras caseiras, devem ser lavadas antes de novo uso.

Importante lembrar que nenhum tipo de máscara oferece proteção total contra a transmissão do Sars-CoV-2
Gravidez e amamentação – por se tratar de um vírus novo, ainda não houve tempo para explorar a possibilidade de transmissão vertical do vírus da mãe para o feto durante a gravidez. De qualquer forma, parece que esse risco não existe. Também não foram encontrados sinais do novo coronavírus no leite materno. O impedimento está na proximidade do contato físico entre mãe e bebê durante a amamentação. Mesmo assim, o Ministério da Saúde incluiu, na semana de 13/04/2020, as grávidas e puérperas no grupo risco da Covid-19, por elas apresentarem risco maior de desenvolver complicações da doença.

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE COVID-19

O que quer dizer covid-19?

A palavra coronavírus refere-se ao grupo ao qual o vírus pertence. O vírus em si foi designado como Sars-CoV-2 pelo Comitê Internacional de Taxonomia de Vírus. O nome é uma sigla para Severe Acute Respiratory Syndrome CoronaVirus 2 (síndrome respiratório aguda grave por coronavírus 2, em inglês). Já Covid-19 é o nome dado à doença que esse vírus causa. Esse nome vem de “COrona”, “VIrus” e “Disease” (doença), e 2019 representa o ano em que ela surgiu (o surto foi relatado à Organização Mundial da Saúde em 31 de dezembro).

É possível não ter sintomas de covid-19?

Sim, há pessoas infectadas que não manifestam nenhum sintoma. Quando eles aparecem, são principalmente respiratórios, semelhantes aos de um resfriado, ou seja: tosse, espirros e coriza (menos frequente). Também pode haver sintomas mais parecidos com os da gripe, como dor de cabeça, dor no corpo, fadiga, febre e diarreia. Se houver dificuldade para respirar, é a hora de procurar assistência médica.

Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/covid-19/

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